domingo, 24 de março de 2019

Pensando a cidadania na era digital..

Resultado de imagem para milton santos Pensar a cidadania nos dias atuais é quase impossível dissociar das questões digitais, como sou afinada com a ciência geográfica a temática me remete de imediato ao ilustre professor Milton Santos e o seu livro O Espaço Cidadão, o autor questiona em seu primeiro capitulo: Há cidadãos nesse pais? Segundo Santos a cidadania se aprende e dessa forma se torna um estado de espirito enraizado na cultura, porem a cidadania está em constante ameaça e tem os seus limites. Esses limites são: a situação social, jurídica e politica. Para a manutenção e eficiência da cidadania, e para que esta seja uma fonte de direitos se faz necessário o aporte legal assim como dispositivos institucionais que a garantam. A construção e manutenção da cidadania  pode variar de acordo com cada país a sua história e as suas bases.
   Na atualidade o espaço cidadão não se restringe ao espaço real/analógico mas avança, se sobrepõe e interage ao espaço digital onde exitem questões efervescentes e de difíceis soluções. Ter acesso a internet te faz necessariamente um cidadão digital ou cibercidadão? Concordo com Tomás Patrocínio, autor do texto "Para uma genealogia da cidadania digital" quando ele responde a esse questionamento negativamente, nem todos que estão online são cibercidadãos, há os que utilizam a net apenas como mais uma ferramenta a serviço do capital porém há também aqueles que fazem da rede meio e ferramenta como forma de construir relações e conhecimento ou ainda para manifestações políticas, redes de apoio ou contestação, porem infelizmente nem só de boa intenção vive a rede (assim como no nosso meio real/ analógico) o maior exemplo disso são os últimos meses vividos no nosso pais onde as Fake News influenciam eleições, opiniões e criam falsos Mitos.
    Como cidadã e educadora acredito que o maior desafio da atualidade seja aprender a lidar com os potenciais e as más intenções de quem utiliza a internet como meio de disseminar o ódio, as falsidades e as praticas danosas. Precisamos sempre nos questionar quando as fontes das noticias que recebemos, precisamos aprender a gerir melhor a quantidade e a qualidade do tempo que passamos conectados e também refletir a serviço de quem estão as ferramentas que utilizamos nas redes, para que assim não sejamos mais um no meio da multidão, que não sejamos aquele que compartilha um Post sem refletir sobre o que se trata realmente, a quem realmente interessa, qual seu objetivo...


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quinta-feira, 14 de março de 2019

Você pode até não ter ouvido falar mas vive nela: Cibercultura

Essa semana a reflexão é a respeito da cultura das mídias e a cibercultura, alguns podem já ter ouvido essas expressões ou não, mas com toda certeza você está conectado ( de alguma ou de várias formas) ao mundo digital.

Principalmente nos últimos 10 anos vivenciamos mudanças drásticas nos meios de comunicação, surgiram redes sociais que com o passar dos anos se ajustaram as novas necessidades da sociedade ( e do mercado), o desenvolvimento dos smartphones que "evoluem" a cada dia e que facilitaram e popularizaram o acesso a internet,etc

Nos últimos anos a diversidade das possibilidades das novas comunicações modificaram o modo de assistir TV, ouvir rádio, falar com os amigos, etc, hoje está tudo interligado, tudo ( ou quase tudo) é interativo, com o único login é possível sincronizar diversas plataformas e serviços, é o que os estudiosos do assunto chamam de sistemas híbridos de evolução acelerada ( híbridos no sentido de combinar/associar tecnologias e instrumentos distintos), até o nosso vocabulário absorveu termos e expressões da cibercultura para o nosso dia dia e algumas palavras já podem até ser encontradas nos dicionários, quem nunca disse uma dessas palavras"Baixar", "Tuitar", "Deletar", "emojis"? 

Hoje vimemos dependentes da tecnologia, são aplicativos para trocar mensagens com família e amigos que já substituem o bom e velho telefonema, ou aplicativo para postar "aquela" foto, aplicativo para encontros amorosos, aplicativos para pedir comida, aplicativo para gerenciar sua conta bancaria, tem tantos aplicativo e para todos os tipos de "serviços",  que já estamos íntimos e chamamos de APP.

 Se ha menos de uma década o modelo de TV online (Netflix e afins) eram consideradas como premonições para alguns pesquisadores do assunto o que poderemos esperar para a aproxima década?


Abaixo sugestão de um titulo de livro e vídeo sobre a temática


1- Vídeo : https://www.youtube.com/watch?v=RMXkFozK0qE

2- SANTAELLA, Lucia. Culturas e Artes do Pós-Humano: da cultura das mídias à cibercultura. 2ª ed. São Paulo: Paulus, 2003

quarta-feira, 6 de março de 2019

Reflexões: Modernidade liquida e contemporaneidade

Refletindo sobre alguns pensamentos do renomado sociólogo e filósofo
polones Zygmunt Bauman sobre a modernidade líquida, termo que faz
referência às características da fluidez como qualidade de líquidos e gases
de sofrerem constantes mudanças, relacionando as relações individuais
e sociais atuais que se diferem das características das relações sólidas de outrora.
Na atualidade as relações se dão em maior número em redes e cada
vez menos por  laços pessoais/humanos, até as relações familiares atualmente
se dão de maneira mais intensa pelas mídias sociais do que pessoalmente.
Bauman justifica a facilidade de conectar e desconectar gerada pelo ambiente
virtual como meio de permite que os laços possam ser desfeitos com maior
facilidade e de forma menos dolorosa do que nas relações reais e esse seria
um dos principais motivos para a prevalência atual das relações em rede.
A geração que nasce nesse contexto já não tem as vivências interpessoais
do passado, que por sua vez acaba gerando um multidão de solitários e
com certa incompetência em lidar com questões práticas da vida humana.
Com o passar do tempo a sociedade deixou de ser baseada na produção
e passou a se basear consumo e como consequência dessa “evolução”
a sociedade se fragmenta e a vida humana passa a ser baseada no imediatismo.
Com a pós modernidade uma nova forma de vida rege o mundo, de maneira
interdependente que envolvem as conexões, as interrelações e a comunicação
além da globalização da informação. Na atualidade os acontecimentos não
atingem apenas o local onde ocorre mas impacta e influencia, direta ou indiretamente,
toda a comunidade mundial, principalmente o que se refere ao meio ambiente.
O dilema ambiental é um ponto crucial na sociedade atual. Nos últimos séculos
a sociedade vem explorando a natureza com a justificativa de suprir as necessidades
humanas, porém essa exploração, que beneficia apenas uma parcela específica da
sociedade, tem sido além do que o planeta pode suportar gerando consequências
sentidas por toda a sociedade mundial, principalmente pela parcela com menor
poder econômico.
É preciso que a sociedade contemporânea compreenda com lucidez o que
vem acontecendo conosco e que pondere quais os prós e contras de abrir mão
( cada vez mais ) das relações interpessoais e humanas em detrimento das
relações virtuais. Quais as consequências da supervalorização do virtual ?
Será que nós (brasileiros) já não estamos sentindo na pele o resultado
das escolhas feitas baseadas mais no mundo virtual do que no real?


Assistam: