quinta-feira, 20 de junho de 2019

A gratidão, um até breve !

    Por circunstancias da vida demorei para conseguir concluir a minha graduação, me formei em Licenciatura em Geografia no final de 2018. Durante a graduação alimentei um sonho em fazer o mestrado, nunca tive duvidas a respeito da temática, sempre pensei em pesquisar o ensino de Geografia na perspectiva da inclusão escolar e lá fui, pesquisa, lê, anota, ficha, anota novamente, escreve. 
      Foram muitas conquistas, minha orientadora super incentivadora que abraçou meu projeto, colegas incríveis que sempre me deram força, minha família maravilhosa que entendeu minhas ausências e então chegou 2019, e ele me trouxe uma grande alegria, a aprovação!! Agora vamos lá defini as disciplinas, como meu objeto é o ensino parti para pesquisar as disciplinas no programa de pós-graduação em educação da UFBA no semestre 2019.1, encontrei algumas bem interessantes mas quando li a ementa da disciplina EDC A33- Educação, Comunicação e Tecnologias fiquei encantada e "me joguei". Jamais poderia imaginar que encontraria um ambiente tão acolhedor e fértil, desconstruí conceitos que eu achava que eram concretos, ouvi pontos de vista que nunca imaginei, vi pessoas incríveis com propostas maravilhosas, pessoas apaixonadas pela educação e super comprometida em contribuir para a melhoria da nossa sociedade, pra resumir foi incrível !
        Esse texto tem um único objetivo, agradecer a parceria, o aprendizado, os diálogos, o espaço de desabafo e apoio, as gargalhadas, etc. Todos os colegas contribuíram direta ou indiretamente para o meu crescimento e amadurecimento acadêmico, alguns me marcaram tanto que gostaria de registrar:
Jaque, muito obrigada pela parceria, paciência e compromisso.Foi muito bom trabalhar com você, admiro muito a sua garra e dedicação porque só com muita vontade para vencer as inúmeras batalhas que só uma mão, professora e pesquisadora conhece.
Edinei, admiro muito a sua vontade em estar nesse lugar e principalmente a sua elegância, elegância no trato com todos, nas palavras, nas colocações, no cuidado com todos.
Beth, mulher... fico babando com a sua inteligencia, suas conexões, suas reflexões, suas falas sempre coerente e incrivelmente pertinentes, acho que não esquecerei aquela sua postagem sobre a OSBA-Orquestra Sinfônica da Bahia - OSBAparabéns !!!
Os "Gringos" (David, Lucila, Patricia, Rafael,) cada quarta feira a tarde uma aula de Geopolítica como jamais imaginei, agradeço pelo aprendizado oportunizado a partir das falas de cada um de vocês, desejo muito sucesso e prosperidade por toda a vida e principalmente nessa estada no Brasil e se precisarem de alguma coisa é só falar!
Dayane a sua alegria, o seu carinho são contagiantes, agradeço pelo olhar carinhoso, pela preocupação, cuidado e parcerias de almoço rsrs 
Lilian , sempre discreta e quietinha mas cheia de conteúdo rsrs, adoro ler seus textos incríveis era um dos primeiros blogs que eu olhava, pena que nem sempre dava pra ler com a atenção merecida mas o do walk talk foi afetivo pra mim rsrsrsr 
Iris, um dia ainda terei esse equilíbrio e tranquilidade que você passa rsrs, muito obrigada pela escuta e pela orientação, quero ter a oportunidade de ler sua pesquisa! 
Bonilla, parabéns pela condução e propostas apresentadas nas aulas. Em todas as aulas tive sugestões e indicações das mais diversas áreas que vão contribuir muito para meu trabalho e principalmente, colaboraram para o meu amadurecimento acadêmico e para a construção dos meus argumentos.

Desejo a todos e todas muito sucesso e prosperidade em todos os campos das suas vidas e espero encontrar com vocês pelos caminhos da vida!!!




Tecnologia não tem idade!

Resultado de imagem para idosos e crianças no celular       Provocada pela obra "A Polegarzinha" (SERRES, 2013) que aborda a temática da juventude atual que é, cada dia mais, ligada as potencialidades tecnológicas e que tem o aparelho celular quase como a extensão do seu corpo. O titulo da obra faz alusão ao uso intenso dos polegares para digitar e navegar nos aparelhos, mas entendemos que a tecnologia não se limita aos jovens, atinge e alcança a toda a sociedade, claro que de forma desigual e muito ligada a capacidade de consumo dos aparelhos e serviços,mas todas as faixas hetarias e sociais se apropriam das tecnologias e as absorvem no seu dia a dia. 
       Se a juventude atual tem hábitos e modos de vidas diferentes das décadas passadas os maduros e os idosos também já não são mais os mesmo, me lembro que a minha avó aos 50 anos já era uma senhorinha (muito fofinha por sinal rsrs), já a minha mãe aos 50 é super ativa , produtiva e o seu dia a dia em nada se parece com a minha avó. 
Imagem relacionada       Os tempos mudaram, as possibilidades também e porque ainda continuamos a relacionar as tecnologias e inovações aos jovens? Cada sujeito utiliza as possibilidades tecnológicas de acordo com as suas necessidades e interesses, os mais idosos muitas vezes se apropriam das tecnologias,  podemos pensar desde as tecnologias assistivas (ver link), para se comunicar com seus familiares e até para entretenimento até porque desejam fazer parte desse "Admirável mundo novo".
    

Admirável chip novo
Pitty
Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente e eu sei o que vão fazer
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste e viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Não senhor, sim senhor, não senhor, sim senhor
Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluido em lugar de articulação
Até




SERRES, Michel. Polegarzinha. Tradução Jorge Bastos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Inclusão digital, você conhece?

      O que seria a inclusão digital? Deveria ser a democratização do acesso as tecnologias de informação, mas será que num pais com desigualdades ,de todos os tipos, como o Brasil é mesmo possível assegurar uma inclusão digital?? Alguns se valem do aumento do volume de vendas de Smartphone para afirmar que sim, mas será que apenas a quantidade de aparelhos vendidos é suficiente para fazer tal afirmação? 
Resultado de imagem para inclusão digital e  tirinhas       Vamos pensar assim: A venda desses aparelhos são proporcionalmente distribuídas a quantidade de habitantes por todo território nacional? E a posse de um aparelho significa a disponibilidade de acesso a conexão de dados estável e de qualidade? A inclusão digital atinge a todos, todas as faixas hetarias e sociais?Acesso ou posse de dispositivos moveis de tecnologia não significa qualidade, frequência e permanecia de acesso as redes, a gente não pode esquecer que o acesso a internet é pago e caro, num país onde o desemprego atinge quase 13% da população nos primeiros meses de 2019 (IBGE) como é possível pagar pelo acesso??
     Claro que é preciso ter o equipamento para utilizar as tecnologias digitais mas é preciso pensar a inclusão digital para alem da posse ou acesso aos dispositivos tecnológicos, a inclusão digital passa pelo ensino e aprendizagem dos usos dos recursos tecnológicos (veja: letramento digital), a disponibilidade de redes publicas de acesso a internet que possuam qualidade e segurança de conexão e também a redução e viabilidade de consumo dos dispositivos e aparelhos.
      Todos esses itens listados acima depende principalmente de politicas publicas e prioridades do Estado para serem alcançadas. Além da garantia do acesso a internet é preciso propiciar a autonomia dos sujeitos para que consigam lidar com todas as vantagens e as problemáticas que o as redes tecnitas-informacionais proporcionam. Vivemos dias difíceis onde as fake news se espalham na velocidade das conexões e influenciam diretamente o dia a dia de muita gente e até as eleições de um país.
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Alfabetização e Letramento - Geografia e reflexões

Resultado de imagem para geografia leitura    Alfabetização e letramento são dois conceitos utilizados na educação, mas você sabe qual o significado delas? Alfabetização é a de decodificação das letras, o processo de aprendizado da leitura e da escrita, já o letramento é o desenvolvimento das competências para a leitura significativa. 
    O letramento está voltado para o uso social, onde o sujeito consegue não apenas decodificar símbolos mas dar sentidos a eles levando o sujeito a desenvolver a sua autonomia e capacidade de reflexão sobre as mais diversas demandas.
    Diante desses conceitos é possível refletir a docência e principalmente a forma e os conteúdos abordados nas nossas práticas. Estamos alfabetizando ou proporcionando o letramento aos nossos alunos nas nossas ciências? Com o desenvolvimento das tecnologias digitais nós fomos e fazemos a alfabetização ou o letramento cientifico e digital? Como professora de Geografia me pergunto será que consigo despertar os meus alunos para as potencialidades das telas dos smartphones e tabletes e as suas relações com os conhecimentos geográficos? 
    Acredito que nós, adultos, profissionais da educação, precisamos nos permitir pensar e repensar os nossos posicionamento frente as potencialidades pedagógicas no ensino. Conversando com alguns colegas percebo que são raros os professores de Geografia que utilizam a base cartográficas contida nos dispositivos móveis durante as suas aulas, ou orientam seus alunos para o uso pedagógico das tecnologias e principalmente entendem esses dispositivos como meio de interpretação da realidade geográfica nas mais diversas escalas. 
     Todas as reflexões postadas nesse blog até o momento atual foram estimuladas pelos debates e discussões realizadas durante as aulas da disciplina EDCA33- Educação, Comunicação e Tecnologias, ligada ao Programa de pós graduação da Faculdade de Educação da UFBA, sinto o despertar para o olhar sobre as possibilidades que a tecnologia pode significar para a minha atuação como professora e principalmente a contribuição para que a tecnologia pode significar para a formação dos meus alunos. Acredito que a Geografia é um excelente meio para o desenvolvimento da autonomia e liberdade dos educandos e a tecnologia pode e deve ser aliada nessa construção. Obrigada Bonilla!

Dica de leitura sobre Geografia e Letramento: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NA GEOGRAFIA:BREVE DISCUSSÃO  



domingo, 2 de junho de 2019

Educação Hacker e Inclusão Escolar

     Essa semana algumas provocações me tiraram da zona de conforto, a aproximação com a perspectiva da educação hacker me fez pensar em como a Geografia escolar pode se apropriar dessa perspectiva com objetivo de fomentar a inclusão escolar. Partindo da prática de considerar o espaço vivido e as percepções do aluno como forma de direcionar a minha pratica pedagógica juntamente com o objetivo de que todos (sem exceções) participem das aulas de forma ativa e que sejam cada um protagonistas da construção do conhecimento considerando a diversidade e as diferenças individuais cheguei a conclusão que a educação hacker pode ser um excelente caminho.
    Acredito que uma sociedade menos desigual e preconceituosa só será possível se e quando conseguirmos (escola e famílias) formar cidadãos conscientes do seu papel na sociedade e que compreendam e respeitem as diferenças mas para isso é preciso a aproximação e a convivência consciente com a diversidade, mas para isso algumas amarras precisam se quebradas, principalmente nas escolas. O modelo tradicional e segregador que a maioria das escolas trabalham acabam por perpetuar a desigualdade e a manutenção dos preconceitos, afinal para desconstruir preconceitos é preciso informação e educação é ai que entra a educação hacker. 
       Mas você sabe o que é educação hacker? Ela não se limita ao digital também está presente fora das redes, os principais conceitos dela são: produção colaborativa, construção do conhecimento, atividade prática, democratização do conhecimento, liberdade. Essa perspectiva propõe a construção de conhecimento de forma ativa, com a colaboração e participação de todos os alunos valorizando as potencialidades individuais, respeitando a diversidade, aproveitando o erro como possibilidade de aperfeiçoamento da aprendizagem, despertando a criticidade individual e a reflexão coletiva, o que converge para a aprendizagem significativa. 
Resultado de imagem para educação hacker e geografia            E como seria uma aula de Geografia pensada na perspectiva da educação hacker? Vem na minha mente diversas possibilidades mas escolhi não lista-las, preferi divulgar uma proposta incrível de formação continuada nessa perspectiva: Oficina Educação na Cultura Digital, uma proposta desenvolvida e realizada pelos idealizadores do site Geografia Visual (link) em colaboração com a  proposta do "Design Educacional e da Design Thinking, edição de conteúdos didáticos digitais, recursos educacionais abertos e com cultura hacker na educação" com objetivo de "criar praticas pedagógicas capazes de aproveitar as novas possibilidades que a cultura digital oferece ao processo de ensino -aprendizagem na educação básica".





terça-feira, 28 de maio de 2019

Software livres o que é e pra quem "serve"?

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         O que são software livre? São programas de computadores que podem ser executados, copiados e modificados pelos usuários através da disponibilidade dos códigos fonte (que são as chaves de acesso a programação). Esses usuários conseguem identificar lacunas na programação desses software e soluciona-los através de ajustes no código fonte, assim a cada ajuste feito é disponibilizada a atualização do programa que proporciona a solução deste problema identificado. 
        Pensando que diversas pessoas ao redor do mundo estão trabalhando ao mesmo tempo na solução de problemas de um determinado software podemos concluir que este programa será muito mais seguro e estável do que um software fechado, onde apenas a empresa dona do código fonte consegue fazer qualquer ajuste e/ou alteração na sua programação e muitas vezes ( pra ser generosa e não dizer sempre) cobram pelas licenças tanto de instalação quanto de atualização. Possuir os direitos reservados de um programa garante a empresa proprietária grandes lucros. Essa dinâmica de "direitos reservados" não esta presente apenas na industria da informatica mas também na farmacêutica, na industria fonográfica e até na industria de alimentos  bebidas onde as receitas são guardadas a 7 chaves. 
        O QGIS é um software livre com código fonte aberto, esse programa tem como base o Sistema de Informação Geográfica- SIG é bastante utilizado na  Geografia para produção cartográfica, ele permite a visualização, a edição e a analise de dados de georreferenciamento. O QGIS começou a ser desenvolvido em 2002 me atrevo a dizer que ele surgiu como uma alternativa a um outro grande programa com a mesma função porém com código fechado e por tanto pago. 
       Aprender sobre essa temática desconstruí alguns preconceitos a respeito dos software livres, antes repetia o discurso hegemônico dominado pelos interesses das grandes industrias do setor que colocam os livres como vilões, inseguros, instáveis e portanto desmerecedores de confiança em detrimento de programas fechados e caríssimosssssss....

      Conheça o QGis 

Tecnologia assistiva, você já ouviu falar?

Resultado de imagem para tecnologia assistiva  na sala de aula      Você já ouviu falar em tecnologia assistiva? È um termo relativamente novo, alguns teóricos entendem como tecnologias que fazem uma intermediação instrumental de acordo com a necessidade individual ou coletiva, relacionada a uma perspectiva médica identifica tecnologias que tem como objetivo contribuir para proporcionar ou ampliar a acessibilidade e habilidades de pessoas com algum tipo de deficiência e/ou limitação com objetivo de promover participação, emancipação e autonomia.
Resultado de imagem para tecnologia assistiva  na sala de aula      Pode ser considerada tecnologia assistiva tudo aquilo que proporciona assediabilidade a um sujeito, uma rampa pode ser considerada tecnologia assistiva para um cadeirante que depende dela para ter acesso a um determinado local mas para uma pessoa que caminha sem dificuldades a rampa não representa nada em especial para ela, assim como uma bengala só tem funcionalidade para quem realmente precisa dela. 
Resultado de imagem para tecnologia assistiva visão           A tecnologia assistiva está presente, ou deveria estar já que é prevista em lei tanto pela legislação da educação especial como na constituição federal de 1988 no artigo 205 "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.". É sempre bom lembrar que a tecnologia nem sempre está relacionada ao digital muitas vezes simples equipamentos, até mesmo construídos com materiais  recicláveis,são responsáveis por grandes avanços para alguns alunos.
Resultado de imagem para tecnologia assistiva geografia        Diversos materiais e recursos pedagógicos são produzidos a partir do conceito de tecnologia assistiva, com objetivo de proporcionar a construção do conhecimento de forma participativa e autônoma. Na geografia podemos citar os mapas em braile, os mapas táteis, as maquetes 3D entre tantos outros.
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Realidades virtual e aumentada e as potencialidades para as praticas pedagógicas



 
   Realdade aumentada e realidade virtual, não, não vamos falar sobre ficção cientifica ou filmes de Hollywood, vamos falar sobre o seu dia-a-dia. Primeiro vamos começar falando sobre cada uma dessas realidades..    
  Grosseiramente falando a realidade aumentada traz o virtual para o meio físico, aprimorando as duas relações, com interação entre os dois mundos (físico e virtual) um exemplo que pode ajudar bastante são os aplicativos que utiliza a câmera do seu tablet ou smartphone, relaciona informações do GPS e mostra na tela do seu celular informações de produtos e serviços ou ainda os jogos de vídeo game que utilizam equipamentos como óculos e sensores que identificam os movimentos e o transformam em animações e movimentos. A realidade virtual cria seu próprio ambiente, é quando você vai para o virtual.  
Resultado de imagem para realidade virtual     O ensino de Geografia, assim como nosso dia-a-dia, não pode desconsiderar as potencialidades e o encantamento que as novas tecnologias causam em todos nós. Os alunos que estão nas salas de aula na atualidade já nasceram em meio ao desenvolvimento constante das tecnologias e assim fica ainda mais difícil tentar apartar os jovens das possibilidades tecnológicas.
     Sabemos das inúmeras dificuldades que passamos nas instituições publicas de ensino onde falta o básico mas ainda assim podemos entender que tudo é espacializado, e que os aplicativos de celulares utilizam bases cartográficas e de sensoriamento remoto que podem ser pensados para as praticas pedagógicas de acordo com os objetivos dos conteúdos geográficos, só precisamos ( nós professores) nos permitirmos e estarmos abertos as possibilidades que a tecnologia apresenta.

Narrativas Midiáticas, interesses e o olhar geográfico

O muno poe ser compreendido de diversas formas, cada um de nós ao tentar defender uma opinião ou ponto de vista constroem e organiza os argumentos e forma a convencer o outro do seu posicionamento. A construção desses posicionamentos se dá através de experiencias e marcas individuais e coletivas que partem do lugar que cada um ocupa na sociedade, portanto perpassa as relações de poder, os tensionamentos culturais e as mais diversas disputas. 
A criação dessas narrativas pode se dar de diversas formas, através de múltiplas linguagens (imagens, sons, textos,etc) tanto por indivíduos como por instituições, que se utilizam dos meios que tem disponível como a mídia de massa, que está concentra da mão de poucos mas que visa "manipular" muitos, ou a mídia micro que é viral e dispersiva, muitas vezes contra hegemônica.
O conhecimento geográfico, as espacialidades, o conceitos podem ser (e são) apropriados e utilizados das mais diferentes formas e pelos mais diversos atores e manipulados de modo a atender os interesses de quem os utiliza, o exemplo mais claro disso é o estado que a partir dos seus interesses apresenta dados, situações, propostas e objetivos manipulando as mais diversas linguagens a fim de atingir o seu objetivo, convencer. 
Nessa discurso é impossível ignorar a situação politica atual do nosso pais onde os representantes utilizam mídias sociais para promover os seus objetivos disfarçados de boas intenções, o olhar geográfico entra nesse cenário se associando a conhecimentos das narrativas midiáticas para debater com os alunos e a sociedade quais os "verdadeiros interesses" defendidos pelo Estado Brasileiro.

A idosa Maria Nina Rattes, falecida em novembro de 2018. Foto foi publicada por Bolsonaro no último domingo, 26. Foto: Twitter / Reprodução

domingo, 21 de abril de 2019

Ensino a distância questões e usos


       Acredito que a tecnologia é uma alidada da educação, porém diante da desigualdade social construída pelo modo de produção capitalista que vivemos é impossível pensar que a tecnologia está disponível a todos, na verdade ela esta disponível apenas para quem pode pagar por ela e pelos equipamentos necessários para o seu uso. Nesse sentido me questiono como pode um governo discutir possibilidades de implementações que a educação básica seja ministrada na modalidade EAD (educação a distância) -veja reportagem na revista O Globo-  se grande parte da população brasileira não tem acesso a internet e a ainda é possível questionar a qualidade dessa conexão. -veja reportagem na revista Exame .

     Antes de qualquer proposta de implementação da EAD para educação básica é necessário garantir acesso a internet de qualidade assim como os aparelhos que se darão esse acesso e ainda (e principalmente) garantir a alfabetização e o letramento das crianças e jovens para uso das tecnologias caso contrario aprofundaremos ainda mais as desigualdades sociais e econômicas que vivemos na atualidade. 

    A modalidade de ensino EAD já é amplamente utilizada nos níveis superiores de educação, na pós graduação e especializações, mas conforme reportagem da revista Estado de Minas essa modalidade ainda não é a primeira opção da maioria das estudantes brasileiros, se por um lado o ensino EAD pode ser uma excelente opção para milhões de brasileiros que precisam atender as expectativas do mercado de trabalho e que teriam dificuldade em frequentar um curso presencial por outro lado questiona-se de que forma é feita a concessão e autorização para funcionamento desses cursos assim como a qualidade do ensino, já foram realizadas audiências publicas a fim de definir parâmetros e normativas dessa realidade cada vez mais crescente  


     Outra forma de ensino a distancia que é "moda" principalmente entre os jovens  são as vídeo-aulas, onde professores e alunos gravam explicações sobre todos os tipos de conteúdos e disponibilizam nos seus canais da internet principalmente através do YouTube, um dos canais mais famosos é o Descomplica  que através desenhos e ilustrações em videos rápidos e com linguagem divertida aborda os principais assuntos do Ensino Médio, na Geografia (claro né, não poderia esquecer a minha amada Geografia) existem diversos canais que abordam todas as temáticas da disciplina cito o canal do Professor Silvestre no canal Hiperativo Geo Geografia que já possui 37.784 inscrito muitos desses são alunos tanto do ensino fundamental, médio e até da graduação, com uma linguagem super acessível e utilizando de diversos recursos audiovisuais o professor. Abaixo uma amostra do canal pra você.  

      Concluo afirmando que é preciso que nós professores possamos nos apropriar das potencialidades do ensino a distancia para assim apontarmos as suas falhas com objetivo de contribuir para seu aperfeiçoamento e para uma utilização consciente por parte dos alunos que já tem acesso a internet e suas tecnologias e ainda para que possamos lutar pela garantia do direito ao acesso, ao letramento e principalmente ao uso consciente das tecnologias por todos!





sábado, 13 de abril de 2019

Juntos Somos Mais Fortes


        Esse vídeo me fez pensar naquela frase clichê "Juntos somos mais fortes", acredito que essa frase sirva para todos, nas mais diversas profissões e atividades. Na educação acredito que a colaboração seja fundamental na construção do conhecimento que tenha significado, num mundo tecnológico como o que vivemos podemos pensar em como construir a colaboração em rede na educação. Esse tema pode não ser próximo para muitas pessoas mas existem diversos profissionais pesquisando e escrevendo sobre isso.
       Acredito que uma das maiores dificuldades para construção colaborativa do conhecimento, principalmente nas escolas, seja o ambiente de competição que é alimentado pela estrutura social que estamos submetidos. Numa sociedade onde um precisa ser melhor do que o outro pode ser difícil para o professor "quebrar" essa concepção de competitividade desenfreada, mas quantas vezes nós professores não alimentamos a competição em detrimento da colaboração?? Acredito que seja fundamental repensar e resinificar as nossas práticas de ensino com objetivo de despertar o papel  social e politico de cada profissional da educação.
       Na Geografia é possível trabalhar na perspectiva da colaboração nos mais diversos conteúdos (isso para não parecer presunçosa rsrsr) e em todos os níveis e modalidades de ensino, inclusive na perspectiva da colaboração em rede. Lendo alguns textos a respeito do tema colaboração me deparei com o sociólogo, filósofo e estudioso da ciência da informação e comunicaçãoPierre Lévy que "criou" o termo inteligencia coletiva , com esse termo Lévy falava exatamente do esforço coletivo para desenvolver projetos, os professores e pesquisadores Maria Helena Bonilla e Nelson Pretto falam que essa inteligencia é potencializada pelo digital.... refletindo sobre essas questões só me vem na mente como seria desafiador construir uma wikiGEOpedia com os alunos né?? Acredito que teria um resultado excelente (fica a dica).
      No senso comum alimentamos a ideia de racker como algo pejorativo, negativo massss...adivinhe! estamos enganados?! a cultura racker está pautada na liberdade da informação e transparência no desenvolvimento humano, social e das tecnologias onde todos (quem se interessar) possam ter acesso as informações como objetivo de contribuir para o seu aprimoramento/desenvolvimento. Exatamente nesse pensamento o blog Por uma Geografia hacker trabalha, se descreve como um movimento jovem para desvendar e compartilhar desafios geográficos, que maravilha não é? 
             O meu objetivo é te provocar ( rsrs) incentivar a pensar fora da "caixinha" e perceber que o mundo é um mundo de possibilidades e que podemos ensinar de maneiras diversas e que podemos escolher qual lugar ocupar na sociedade que estamos inseridos...

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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Realidade"s" (Geográficas) Aumentadas


     Não é novidade pra ninguém que a tecnologia avança dia-a-dia e que na verdade ela já está muito mais avançada do que imaginamos porém as "novidades" demoram a chegar para agrande parte da sociedade e nós simples mortais corremos atras das atualizações para nos sentirmos pertencentes dessa "evolução". 
      Os jovens geralmente são a maior parte da população que estão "por dentro" das atualizações tecnológicas, como professora me pergunto por que ainda temos tanta dificuldade de incluir as tecnologias nas nossas praticas pedagógicas e na construção dos conhecimentos com nossos alunos. Não é novidade pra ninguém as diferenças sociais no nosso pais mas existem tantas potencialidades nos recursos tecnológicos principalmente se falarmos dos dispositivos moveis. 
Resultado de imagem para mapas holograficos        No ensino de Geografia a cartografia é a área de estudo que mais se apropria da tecnologia nas suas práticas e pesquisas, como exemplo podemos citar os mapas holográficos, com eles é possível trabalhar diversos conceitos e temas da disciplina como por exemplo as diferentes formas de relevo, as curvas de nível, as questões ambientais, etc... as possibilidades são infinitas, na verdade depende mais da criatividade e conhecimento técnico do docente que se propõem a trabalhar com esses tipos de tecnologias. 
Imagem relacionada  Já imaginaram dar aulas de uso e ocupação do solo com mapas holográficos, ou ainda representações do globo que possibilitem dar zoom para observar as falhas geológicas??
 Acredito que será ainda mais incrível estudar a Geografia! 
   Quem ai não conhece o jogo Pokemon-go???? Pois então.. tem professores (incríveis por sinal) utilizando o jogo como objeto de trabalho da Geografia, um dele é Leandro Ferreira "é  professor do 3º ano da Escola Municipal Professora Regina Mallouk e foi para a rua com os estudantes na segunda-feira, 8, para ensiná-los a compreender mapas através do game. O professor sempre jogou videogames e percebeu o potencial do Pokémon Go no ensino ao jogá-lo" veja reportagem na integra.. clik aqui



Resultado de imagem para pokemon go     Se um joguinho pode ensinar cartografia e georreferenciamento você pode imaginar o que está por vir??? 

   

 Atualmente já existem diversos trabalhos acadêmicos publicados com essa temática, veja alguns :

1-(Web) cartografia e realidade aumentada: novos caminhos para o uso das tecnologias digitais no ensino de geografia  

2-Realidade Aumentada em Geografia: uma atividade de orientação no ensino fundamental


segunda-feira, 1 de abril de 2019

Ciberespaço, tecnologias moveis e educação.

      Imagem relacionada

         O conceito de meio técnico-cientifico-informacional, que está relacionado a evolução dos processos de produção e reprodução do espaço geográfico, foi  desenvolvido pelo geografo Milton Santos e tem tudo a ver com o tema de hoje. 

         Se pensarmos historicamente como se deu a apropriação do espaço pelas sociedades veremos que o modo de produção e reprodução desse espaço está diretamente ligada as "ferramentas" ( materiais e imateriais) disponíveis em cada tempo histórico. No mundo contemporâneo vivemos um ambiente informatizado quase por completo, é sabido que as tecnologias não estão a serviço de todos, não atingem a todos da mesma forma e está ligada principalmente ao poder econômico individual e empresarial, ou seja quanto mais você pode pagar mais tecnologias "de ponta" terá a sua disposição, a premissa clássica do modo de produção dominante - Capitalismo.  

          A educação não está alheia a realidade tecnológica da sociedade contemporânea, segundo reportagem publicada no site Estadão o Brasil possui numericamente mais de um Smartphones ativo por habitante. Para os jovens, principalmente em idade escolar, o mundo da tecnologia é também o seu mundo a final eles nasceram já em contato (direto ou indireto) com a tecnologia, eles não conhecem o mundo sem internet, sem celular, computador e redes sociais, nesse sentido me pergunto como ignorar essa realidade na sala de aula?

          Penso que enquanto nós professores continuarmos ignorando as tecnologias em sala de aula continuaremos perdendo esse cabo de guerra, de um lado a resistência das escolas e dos professores em utilizar as tecnologias como possibilidades educacionais de outro a eferverscência tecnológica que os alunos constroem seu dia-a-dia.

           Na Geografia quando pensamos em ensino e tecnologia, em geral, o primeiro movimento é a utilização das interfaces de mapeamento da superfície terrestre para trabalhar os conteúdos de cartografia. Concordo que essas ferramentas são excelentes para a alfabetização cartográfica assim como para o desenvolvimento de diversas habilidades nas redes e nas relações pessoais (analógicas) como soluções de problemas práticos de deslocamento e identificação da sua localização no mundo. Penso que, nós professores de Geografia, podemos ir muito mais além atualmente existem algumas paginas nas redes sociais, principalmente Instagram e Facebook que se dedicam a divulgação de conteúdos geográficos voltados para os alunos como Mais Geografia, Geografia News, Geografia e Sociedade, etc e ainda paginas que se dedicam aos professores da disciplina como Geografia para Professores e ainda blogs e paginas de professores que confeccionam e disponibilizam materiais para os alunos como por exemplo a Prof. Giba  ou Prof. Armando, isso sem falar nos professores e youtibers que desenvolvem vídeo aulas incríveis e cheia de recursos atraentes

         Acredito que seja fundamental a abordagem do uso das tecnologias como possibilidades pedagógicas nos cursos de formação de professores assim como nos cursos de formação continuada, nós que não fomos nascidos mas que aprendemos a conviver com a tecnologia e a internet precisamos abrir o pensamento para as novas possibilidades que surgem diariamente com o desenvolvimento tecnológico que nunca se esgota.

algumas dicas :

Geografia Visual: https://geografiavisual.com.br/
Aprendendo Geografia com Google Eart : https://www.youtube.com/watch?v=jUoOEk5H0T0
(Geo) tecnologias para alem da sala de aula:https://geografiadascoisas.com.br/geoeducacao/

Resultado de imagem para tecnologia e ensino de geografia quadrinhos



domingo, 24 de março de 2019

Pensando a cidadania na era digital..

Resultado de imagem para milton santos Pensar a cidadania nos dias atuais é quase impossível dissociar das questões digitais, como sou afinada com a ciência geográfica a temática me remete de imediato ao ilustre professor Milton Santos e o seu livro O Espaço Cidadão, o autor questiona em seu primeiro capitulo: Há cidadãos nesse pais? Segundo Santos a cidadania se aprende e dessa forma se torna um estado de espirito enraizado na cultura, porem a cidadania está em constante ameaça e tem os seus limites. Esses limites são: a situação social, jurídica e politica. Para a manutenção e eficiência da cidadania, e para que esta seja uma fonte de direitos se faz necessário o aporte legal assim como dispositivos institucionais que a garantam. A construção e manutenção da cidadania  pode variar de acordo com cada país a sua história e as suas bases.
   Na atualidade o espaço cidadão não se restringe ao espaço real/analógico mas avança, se sobrepõe e interage ao espaço digital onde exitem questões efervescentes e de difíceis soluções. Ter acesso a internet te faz necessariamente um cidadão digital ou cibercidadão? Concordo com Tomás Patrocínio, autor do texto "Para uma genealogia da cidadania digital" quando ele responde a esse questionamento negativamente, nem todos que estão online são cibercidadãos, há os que utilizam a net apenas como mais uma ferramenta a serviço do capital porém há também aqueles que fazem da rede meio e ferramenta como forma de construir relações e conhecimento ou ainda para manifestações políticas, redes de apoio ou contestação, porem infelizmente nem só de boa intenção vive a rede (assim como no nosso meio real/ analógico) o maior exemplo disso são os últimos meses vividos no nosso pais onde as Fake News influenciam eleições, opiniões e criam falsos Mitos.
    Como cidadã e educadora acredito que o maior desafio da atualidade seja aprender a lidar com os potenciais e as más intenções de quem utiliza a internet como meio de disseminar o ódio, as falsidades e as praticas danosas. Precisamos sempre nos questionar quando as fontes das noticias que recebemos, precisamos aprender a gerir melhor a quantidade e a qualidade do tempo que passamos conectados e também refletir a serviço de quem estão as ferramentas que utilizamos nas redes, para que assim não sejamos mais um no meio da multidão, que não sejamos aquele que compartilha um Post sem refletir sobre o que se trata realmente, a quem realmente interessa, qual seu objetivo...


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quinta-feira, 14 de março de 2019

Você pode até não ter ouvido falar mas vive nela: Cibercultura

Essa semana a reflexão é a respeito da cultura das mídias e a cibercultura, alguns podem já ter ouvido essas expressões ou não, mas com toda certeza você está conectado ( de alguma ou de várias formas) ao mundo digital.

Principalmente nos últimos 10 anos vivenciamos mudanças drásticas nos meios de comunicação, surgiram redes sociais que com o passar dos anos se ajustaram as novas necessidades da sociedade ( e do mercado), o desenvolvimento dos smartphones que "evoluem" a cada dia e que facilitaram e popularizaram o acesso a internet,etc

Nos últimos anos a diversidade das possibilidades das novas comunicações modificaram o modo de assistir TV, ouvir rádio, falar com os amigos, etc, hoje está tudo interligado, tudo ( ou quase tudo) é interativo, com o único login é possível sincronizar diversas plataformas e serviços, é o que os estudiosos do assunto chamam de sistemas híbridos de evolução acelerada ( híbridos no sentido de combinar/associar tecnologias e instrumentos distintos), até o nosso vocabulário absorveu termos e expressões da cibercultura para o nosso dia dia e algumas palavras já podem até ser encontradas nos dicionários, quem nunca disse uma dessas palavras"Baixar", "Tuitar", "Deletar", "emojis"? 

Hoje vimemos dependentes da tecnologia, são aplicativos para trocar mensagens com família e amigos que já substituem o bom e velho telefonema, ou aplicativo para postar "aquela" foto, aplicativo para encontros amorosos, aplicativos para pedir comida, aplicativo para gerenciar sua conta bancaria, tem tantos aplicativo e para todos os tipos de "serviços",  que já estamos íntimos e chamamos de APP.

 Se ha menos de uma década o modelo de TV online (Netflix e afins) eram consideradas como premonições para alguns pesquisadores do assunto o que poderemos esperar para a aproxima década?


Abaixo sugestão de um titulo de livro e vídeo sobre a temática


1- Vídeo : https://www.youtube.com/watch?v=RMXkFozK0qE

2- SANTAELLA, Lucia. Culturas e Artes do Pós-Humano: da cultura das mídias à cibercultura. 2ª ed. São Paulo: Paulus, 2003

quarta-feira, 6 de março de 2019

Reflexões: Modernidade liquida e contemporaneidade

Refletindo sobre alguns pensamentos do renomado sociólogo e filósofo
polones Zygmunt Bauman sobre a modernidade líquida, termo que faz
referência às características da fluidez como qualidade de líquidos e gases
de sofrerem constantes mudanças, relacionando as relações individuais
e sociais atuais que se diferem das características das relações sólidas de outrora.
Na atualidade as relações se dão em maior número em redes e cada
vez menos por  laços pessoais/humanos, até as relações familiares atualmente
se dão de maneira mais intensa pelas mídias sociais do que pessoalmente.
Bauman justifica a facilidade de conectar e desconectar gerada pelo ambiente
virtual como meio de permite que os laços possam ser desfeitos com maior
facilidade e de forma menos dolorosa do que nas relações reais e esse seria
um dos principais motivos para a prevalência atual das relações em rede.
A geração que nasce nesse contexto já não tem as vivências interpessoais
do passado, que por sua vez acaba gerando um multidão de solitários e
com certa incompetência em lidar com questões práticas da vida humana.
Com o passar do tempo a sociedade deixou de ser baseada na produção
e passou a se basear consumo e como consequência dessa “evolução”
a sociedade se fragmenta e a vida humana passa a ser baseada no imediatismo.
Com a pós modernidade uma nova forma de vida rege o mundo, de maneira
interdependente que envolvem as conexões, as interrelações e a comunicação
além da globalização da informação. Na atualidade os acontecimentos não
atingem apenas o local onde ocorre mas impacta e influencia, direta ou indiretamente,
toda a comunidade mundial, principalmente o que se refere ao meio ambiente.
O dilema ambiental é um ponto crucial na sociedade atual. Nos últimos séculos
a sociedade vem explorando a natureza com a justificativa de suprir as necessidades
humanas, porém essa exploração, que beneficia apenas uma parcela específica da
sociedade, tem sido além do que o planeta pode suportar gerando consequências
sentidas por toda a sociedade mundial, principalmente pela parcela com menor
poder econômico.
É preciso que a sociedade contemporânea compreenda com lucidez o que
vem acontecendo conosco e que pondere quais os prós e contras de abrir mão
( cada vez mais ) das relações interpessoais e humanas em detrimento das
relações virtuais. Quais as consequências da supervalorização do virtual ?
Será que nós (brasileiros) já não estamos sentindo na pele o resultado
das escolhas feitas baseadas mais no mundo virtual do que no real?


Assistam: