terça-feira, 28 de maio de 2019

Software livres o que é e pra quem "serve"?

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         O que são software livre? São programas de computadores que podem ser executados, copiados e modificados pelos usuários através da disponibilidade dos códigos fonte (que são as chaves de acesso a programação). Esses usuários conseguem identificar lacunas na programação desses software e soluciona-los através de ajustes no código fonte, assim a cada ajuste feito é disponibilizada a atualização do programa que proporciona a solução deste problema identificado. 
        Pensando que diversas pessoas ao redor do mundo estão trabalhando ao mesmo tempo na solução de problemas de um determinado software podemos concluir que este programa será muito mais seguro e estável do que um software fechado, onde apenas a empresa dona do código fonte consegue fazer qualquer ajuste e/ou alteração na sua programação e muitas vezes ( pra ser generosa e não dizer sempre) cobram pelas licenças tanto de instalação quanto de atualização. Possuir os direitos reservados de um programa garante a empresa proprietária grandes lucros. Essa dinâmica de "direitos reservados" não esta presente apenas na industria da informatica mas também na farmacêutica, na industria fonográfica e até na industria de alimentos  bebidas onde as receitas são guardadas a 7 chaves. 
        O QGIS é um software livre com código fonte aberto, esse programa tem como base o Sistema de Informação Geográfica- SIG é bastante utilizado na  Geografia para produção cartográfica, ele permite a visualização, a edição e a analise de dados de georreferenciamento. O QGIS começou a ser desenvolvido em 2002 me atrevo a dizer que ele surgiu como uma alternativa a um outro grande programa com a mesma função porém com código fechado e por tanto pago. 
       Aprender sobre essa temática desconstruí alguns preconceitos a respeito dos software livres, antes repetia o discurso hegemônico dominado pelos interesses das grandes industrias do setor que colocam os livres como vilões, inseguros, instáveis e portanto desmerecedores de confiança em detrimento de programas fechados e caríssimosssssss....

      Conheça o QGis 

Tecnologia assistiva, você já ouviu falar?

Resultado de imagem para tecnologia assistiva  na sala de aula      Você já ouviu falar em tecnologia assistiva? È um termo relativamente novo, alguns teóricos entendem como tecnologias que fazem uma intermediação instrumental de acordo com a necessidade individual ou coletiva, relacionada a uma perspectiva médica identifica tecnologias que tem como objetivo contribuir para proporcionar ou ampliar a acessibilidade e habilidades de pessoas com algum tipo de deficiência e/ou limitação com objetivo de promover participação, emancipação e autonomia.
Resultado de imagem para tecnologia assistiva  na sala de aula      Pode ser considerada tecnologia assistiva tudo aquilo que proporciona assediabilidade a um sujeito, uma rampa pode ser considerada tecnologia assistiva para um cadeirante que depende dela para ter acesso a um determinado local mas para uma pessoa que caminha sem dificuldades a rampa não representa nada em especial para ela, assim como uma bengala só tem funcionalidade para quem realmente precisa dela. 
Resultado de imagem para tecnologia assistiva visão           A tecnologia assistiva está presente, ou deveria estar já que é prevista em lei tanto pela legislação da educação especial como na constituição federal de 1988 no artigo 205 "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.". É sempre bom lembrar que a tecnologia nem sempre está relacionada ao digital muitas vezes simples equipamentos, até mesmo construídos com materiais  recicláveis,são responsáveis por grandes avanços para alguns alunos.
Resultado de imagem para tecnologia assistiva geografia        Diversos materiais e recursos pedagógicos são produzidos a partir do conceito de tecnologia assistiva, com objetivo de proporcionar a construção do conhecimento de forma participativa e autônoma. Na geografia podemos citar os mapas em braile, os mapas táteis, as maquetes 3D entre tantos outros.
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Realidades virtual e aumentada e as potencialidades para as praticas pedagógicas



 
   Realdade aumentada e realidade virtual, não, não vamos falar sobre ficção cientifica ou filmes de Hollywood, vamos falar sobre o seu dia-a-dia. Primeiro vamos começar falando sobre cada uma dessas realidades..    
  Grosseiramente falando a realidade aumentada traz o virtual para o meio físico, aprimorando as duas relações, com interação entre os dois mundos (físico e virtual) um exemplo que pode ajudar bastante são os aplicativos que utiliza a câmera do seu tablet ou smartphone, relaciona informações do GPS e mostra na tela do seu celular informações de produtos e serviços ou ainda os jogos de vídeo game que utilizam equipamentos como óculos e sensores que identificam os movimentos e o transformam em animações e movimentos. A realidade virtual cria seu próprio ambiente, é quando você vai para o virtual.  
Resultado de imagem para realidade virtual     O ensino de Geografia, assim como nosso dia-a-dia, não pode desconsiderar as potencialidades e o encantamento que as novas tecnologias causam em todos nós. Os alunos que estão nas salas de aula na atualidade já nasceram em meio ao desenvolvimento constante das tecnologias e assim fica ainda mais difícil tentar apartar os jovens das possibilidades tecnológicas.
     Sabemos das inúmeras dificuldades que passamos nas instituições publicas de ensino onde falta o básico mas ainda assim podemos entender que tudo é espacializado, e que os aplicativos de celulares utilizam bases cartográficas e de sensoriamento remoto que podem ser pensados para as praticas pedagógicas de acordo com os objetivos dos conteúdos geográficos, só precisamos ( nós professores) nos permitirmos e estarmos abertos as possibilidades que a tecnologia apresenta.

Narrativas Midiáticas, interesses e o olhar geográfico

O muno poe ser compreendido de diversas formas, cada um de nós ao tentar defender uma opinião ou ponto de vista constroem e organiza os argumentos e forma a convencer o outro do seu posicionamento. A construção desses posicionamentos se dá através de experiencias e marcas individuais e coletivas que partem do lugar que cada um ocupa na sociedade, portanto perpassa as relações de poder, os tensionamentos culturais e as mais diversas disputas. 
A criação dessas narrativas pode se dar de diversas formas, através de múltiplas linguagens (imagens, sons, textos,etc) tanto por indivíduos como por instituições, que se utilizam dos meios que tem disponível como a mídia de massa, que está concentra da mão de poucos mas que visa "manipular" muitos, ou a mídia micro que é viral e dispersiva, muitas vezes contra hegemônica.
O conhecimento geográfico, as espacialidades, o conceitos podem ser (e são) apropriados e utilizados das mais diferentes formas e pelos mais diversos atores e manipulados de modo a atender os interesses de quem os utiliza, o exemplo mais claro disso é o estado que a partir dos seus interesses apresenta dados, situações, propostas e objetivos manipulando as mais diversas linguagens a fim de atingir o seu objetivo, convencer. 
Nessa discurso é impossível ignorar a situação politica atual do nosso pais onde os representantes utilizam mídias sociais para promover os seus objetivos disfarçados de boas intenções, o olhar geográfico entra nesse cenário se associando a conhecimentos das narrativas midiáticas para debater com os alunos e a sociedade quais os "verdadeiros interesses" defendidos pelo Estado Brasileiro.

A idosa Maria Nina Rattes, falecida em novembro de 2018. Foto foi publicada por Bolsonaro no último domingo, 26. Foto: Twitter / Reprodução