quinta-feira, 20 de junho de 2019

A gratidão, um até breve !

    Por circunstancias da vida demorei para conseguir concluir a minha graduação, me formei em Licenciatura em Geografia no final de 2018. Durante a graduação alimentei um sonho em fazer o mestrado, nunca tive duvidas a respeito da temática, sempre pensei em pesquisar o ensino de Geografia na perspectiva da inclusão escolar e lá fui, pesquisa, lê, anota, ficha, anota novamente, escreve. 
      Foram muitas conquistas, minha orientadora super incentivadora que abraçou meu projeto, colegas incríveis que sempre me deram força, minha família maravilhosa que entendeu minhas ausências e então chegou 2019, e ele me trouxe uma grande alegria, a aprovação!! Agora vamos lá defini as disciplinas, como meu objeto é o ensino parti para pesquisar as disciplinas no programa de pós-graduação em educação da UFBA no semestre 2019.1, encontrei algumas bem interessantes mas quando li a ementa da disciplina EDC A33- Educação, Comunicação e Tecnologias fiquei encantada e "me joguei". Jamais poderia imaginar que encontraria um ambiente tão acolhedor e fértil, desconstruí conceitos que eu achava que eram concretos, ouvi pontos de vista que nunca imaginei, vi pessoas incríveis com propostas maravilhosas, pessoas apaixonadas pela educação e super comprometida em contribuir para a melhoria da nossa sociedade, pra resumir foi incrível !
        Esse texto tem um único objetivo, agradecer a parceria, o aprendizado, os diálogos, o espaço de desabafo e apoio, as gargalhadas, etc. Todos os colegas contribuíram direta ou indiretamente para o meu crescimento e amadurecimento acadêmico, alguns me marcaram tanto que gostaria de registrar:
Jaque, muito obrigada pela parceria, paciência e compromisso.Foi muito bom trabalhar com você, admiro muito a sua garra e dedicação porque só com muita vontade para vencer as inúmeras batalhas que só uma mão, professora e pesquisadora conhece.
Edinei, admiro muito a sua vontade em estar nesse lugar e principalmente a sua elegância, elegância no trato com todos, nas palavras, nas colocações, no cuidado com todos.
Beth, mulher... fico babando com a sua inteligencia, suas conexões, suas reflexões, suas falas sempre coerente e incrivelmente pertinentes, acho que não esquecerei aquela sua postagem sobre a OSBA-Orquestra Sinfônica da Bahia - OSBAparabéns !!!
Os "Gringos" (David, Lucila, Patricia, Rafael,) cada quarta feira a tarde uma aula de Geopolítica como jamais imaginei, agradeço pelo aprendizado oportunizado a partir das falas de cada um de vocês, desejo muito sucesso e prosperidade por toda a vida e principalmente nessa estada no Brasil e se precisarem de alguma coisa é só falar!
Dayane a sua alegria, o seu carinho são contagiantes, agradeço pelo olhar carinhoso, pela preocupação, cuidado e parcerias de almoço rsrs 
Lilian , sempre discreta e quietinha mas cheia de conteúdo rsrs, adoro ler seus textos incríveis era um dos primeiros blogs que eu olhava, pena que nem sempre dava pra ler com a atenção merecida mas o do walk talk foi afetivo pra mim rsrsrsr 
Iris, um dia ainda terei esse equilíbrio e tranquilidade que você passa rsrs, muito obrigada pela escuta e pela orientação, quero ter a oportunidade de ler sua pesquisa! 
Bonilla, parabéns pela condução e propostas apresentadas nas aulas. Em todas as aulas tive sugestões e indicações das mais diversas áreas que vão contribuir muito para meu trabalho e principalmente, colaboraram para o meu amadurecimento acadêmico e para a construção dos meus argumentos.

Desejo a todos e todas muito sucesso e prosperidade em todos os campos das suas vidas e espero encontrar com vocês pelos caminhos da vida!!!




Tecnologia não tem idade!

Resultado de imagem para idosos e crianças no celular       Provocada pela obra "A Polegarzinha" (SERRES, 2013) que aborda a temática da juventude atual que é, cada dia mais, ligada as potencialidades tecnológicas e que tem o aparelho celular quase como a extensão do seu corpo. O titulo da obra faz alusão ao uso intenso dos polegares para digitar e navegar nos aparelhos, mas entendemos que a tecnologia não se limita aos jovens, atinge e alcança a toda a sociedade, claro que de forma desigual e muito ligada a capacidade de consumo dos aparelhos e serviços,mas todas as faixas hetarias e sociais se apropriam das tecnologias e as absorvem no seu dia a dia. 
       Se a juventude atual tem hábitos e modos de vidas diferentes das décadas passadas os maduros e os idosos também já não são mais os mesmo, me lembro que a minha avó aos 50 anos já era uma senhorinha (muito fofinha por sinal rsrs), já a minha mãe aos 50 é super ativa , produtiva e o seu dia a dia em nada se parece com a minha avó. 
Imagem relacionada       Os tempos mudaram, as possibilidades também e porque ainda continuamos a relacionar as tecnologias e inovações aos jovens? Cada sujeito utiliza as possibilidades tecnológicas de acordo com as suas necessidades e interesses, os mais idosos muitas vezes se apropriam das tecnologias,  podemos pensar desde as tecnologias assistivas (ver link), para se comunicar com seus familiares e até para entretenimento até porque desejam fazer parte desse "Admirável mundo novo".
    

Admirável chip novo
Pitty
Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente e eu sei o que vão fazer
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste e viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Não senhor, sim senhor, não senhor, sim senhor
Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluido em lugar de articulação
Até




SERRES, Michel. Polegarzinha. Tradução Jorge Bastos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Inclusão digital, você conhece?

      O que seria a inclusão digital? Deveria ser a democratização do acesso as tecnologias de informação, mas será que num pais com desigualdades ,de todos os tipos, como o Brasil é mesmo possível assegurar uma inclusão digital?? Alguns se valem do aumento do volume de vendas de Smartphone para afirmar que sim, mas será que apenas a quantidade de aparelhos vendidos é suficiente para fazer tal afirmação? 
Resultado de imagem para inclusão digital e  tirinhas       Vamos pensar assim: A venda desses aparelhos são proporcionalmente distribuídas a quantidade de habitantes por todo território nacional? E a posse de um aparelho significa a disponibilidade de acesso a conexão de dados estável e de qualidade? A inclusão digital atinge a todos, todas as faixas hetarias e sociais?Acesso ou posse de dispositivos moveis de tecnologia não significa qualidade, frequência e permanecia de acesso as redes, a gente não pode esquecer que o acesso a internet é pago e caro, num país onde o desemprego atinge quase 13% da população nos primeiros meses de 2019 (IBGE) como é possível pagar pelo acesso??
     Claro que é preciso ter o equipamento para utilizar as tecnologias digitais mas é preciso pensar a inclusão digital para alem da posse ou acesso aos dispositivos tecnológicos, a inclusão digital passa pelo ensino e aprendizagem dos usos dos recursos tecnológicos (veja: letramento digital), a disponibilidade de redes publicas de acesso a internet que possuam qualidade e segurança de conexão e também a redução e viabilidade de consumo dos dispositivos e aparelhos.
      Todos esses itens listados acima depende principalmente de politicas publicas e prioridades do Estado para serem alcançadas. Além da garantia do acesso a internet é preciso propiciar a autonomia dos sujeitos para que consigam lidar com todas as vantagens e as problemáticas que o as redes tecnitas-informacionais proporcionam. Vivemos dias difíceis onde as fake news se espalham na velocidade das conexões e influenciam diretamente o dia a dia de muita gente e até as eleições de um país.
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Alfabetização e Letramento - Geografia e reflexões

Resultado de imagem para geografia leitura    Alfabetização e letramento são dois conceitos utilizados na educação, mas você sabe qual o significado delas? Alfabetização é a de decodificação das letras, o processo de aprendizado da leitura e da escrita, já o letramento é o desenvolvimento das competências para a leitura significativa. 
    O letramento está voltado para o uso social, onde o sujeito consegue não apenas decodificar símbolos mas dar sentidos a eles levando o sujeito a desenvolver a sua autonomia e capacidade de reflexão sobre as mais diversas demandas.
    Diante desses conceitos é possível refletir a docência e principalmente a forma e os conteúdos abordados nas nossas práticas. Estamos alfabetizando ou proporcionando o letramento aos nossos alunos nas nossas ciências? Com o desenvolvimento das tecnologias digitais nós fomos e fazemos a alfabetização ou o letramento cientifico e digital? Como professora de Geografia me pergunto será que consigo despertar os meus alunos para as potencialidades das telas dos smartphones e tabletes e as suas relações com os conhecimentos geográficos? 
    Acredito que nós, adultos, profissionais da educação, precisamos nos permitir pensar e repensar os nossos posicionamento frente as potencialidades pedagógicas no ensino. Conversando com alguns colegas percebo que são raros os professores de Geografia que utilizam a base cartográficas contida nos dispositivos móveis durante as suas aulas, ou orientam seus alunos para o uso pedagógico das tecnologias e principalmente entendem esses dispositivos como meio de interpretação da realidade geográfica nas mais diversas escalas. 
     Todas as reflexões postadas nesse blog até o momento atual foram estimuladas pelos debates e discussões realizadas durante as aulas da disciplina EDCA33- Educação, Comunicação e Tecnologias, ligada ao Programa de pós graduação da Faculdade de Educação da UFBA, sinto o despertar para o olhar sobre as possibilidades que a tecnologia pode significar para a minha atuação como professora e principalmente a contribuição para que a tecnologia pode significar para a formação dos meus alunos. Acredito que a Geografia é um excelente meio para o desenvolvimento da autonomia e liberdade dos educandos e a tecnologia pode e deve ser aliada nessa construção. Obrigada Bonilla!

Dica de leitura sobre Geografia e Letramento: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NA GEOGRAFIA:BREVE DISCUSSÃO  



domingo, 2 de junho de 2019

Educação Hacker e Inclusão Escolar

     Essa semana algumas provocações me tiraram da zona de conforto, a aproximação com a perspectiva da educação hacker me fez pensar em como a Geografia escolar pode se apropriar dessa perspectiva com objetivo de fomentar a inclusão escolar. Partindo da prática de considerar o espaço vivido e as percepções do aluno como forma de direcionar a minha pratica pedagógica juntamente com o objetivo de que todos (sem exceções) participem das aulas de forma ativa e que sejam cada um protagonistas da construção do conhecimento considerando a diversidade e as diferenças individuais cheguei a conclusão que a educação hacker pode ser um excelente caminho.
    Acredito que uma sociedade menos desigual e preconceituosa só será possível se e quando conseguirmos (escola e famílias) formar cidadãos conscientes do seu papel na sociedade e que compreendam e respeitem as diferenças mas para isso é preciso a aproximação e a convivência consciente com a diversidade, mas para isso algumas amarras precisam se quebradas, principalmente nas escolas. O modelo tradicional e segregador que a maioria das escolas trabalham acabam por perpetuar a desigualdade e a manutenção dos preconceitos, afinal para desconstruir preconceitos é preciso informação e educação é ai que entra a educação hacker. 
       Mas você sabe o que é educação hacker? Ela não se limita ao digital também está presente fora das redes, os principais conceitos dela são: produção colaborativa, construção do conhecimento, atividade prática, democratização do conhecimento, liberdade. Essa perspectiva propõe a construção de conhecimento de forma ativa, com a colaboração e participação de todos os alunos valorizando as potencialidades individuais, respeitando a diversidade, aproveitando o erro como possibilidade de aperfeiçoamento da aprendizagem, despertando a criticidade individual e a reflexão coletiva, o que converge para a aprendizagem significativa. 
Resultado de imagem para educação hacker e geografia            E como seria uma aula de Geografia pensada na perspectiva da educação hacker? Vem na minha mente diversas possibilidades mas escolhi não lista-las, preferi divulgar uma proposta incrível de formação continuada nessa perspectiva: Oficina Educação na Cultura Digital, uma proposta desenvolvida e realizada pelos idealizadores do site Geografia Visual (link) em colaboração com a  proposta do "Design Educacional e da Design Thinking, edição de conteúdos didáticos digitais, recursos educacionais abertos e com cultura hacker na educação" com objetivo de "criar praticas pedagógicas capazes de aproveitar as novas possibilidades que a cultura digital oferece ao processo de ensino -aprendizagem na educação básica".