Tecnologia assistiva, você já ouviu falar?
Você já ouviu falar em tecnologia assistiva? È um termo relativamente novo, alguns teóricos entendem como tecnologias que fazem uma intermediação instrumental de acordo com a necessidade individual ou coletiva, relacionada a uma perspectiva médica identifica tecnologias que tem como objetivo contribuir para proporcionar ou ampliar a acessibilidade e habilidades de pessoas com algum tipo de deficiência e/ou limitação com objetivo de promover participação, emancipação e autonomia.
Pode ser considerada tecnologia assistiva tudo aquilo que proporciona assediabilidade a um sujeito, uma rampa pode ser considerada tecnologia assistiva para um cadeirante que depende dela para ter acesso a um determinado local mas para uma pessoa que caminha sem dificuldades a rampa não representa nada em especial para ela, assim como uma bengala só tem funcionalidade para quem realmente precisa dela.
A tecnologia assistiva está presente, ou deveria estar já que é prevista em lei tanto pela legislação da educação especial como na constituição federal de 1988 no artigo 205 "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.". É sempre bom lembrar que a tecnologia nem sempre está relacionada ao digital muitas vezes simples equipamentos, até mesmo construídos com materiais recicláveis,são responsáveis por grandes avanços para alguns alunos.
Diversos materiais e recursos pedagógicos são produzidos a partir do conceito de tecnologia assistiva, com objetivo de proporcionar a construção do conhecimento de forma participativa e autônoma. Na geografia podemos citar os mapas em braile, os mapas táteis, as maquetes 3D entre tantos outros.
Efetivamente, as possibilidades que temos hoje e que ainda podem ser criadas para oportunizar que todas as pessoas possam acessar e produzir conhecimentos é enorme, portanto, não se justifica que as condições que temos nas escolas sejam tão precárias para o acolhimento e trabalho dos alunos com deficiência. Evidentemente, tudo é questão de políticas públicas e o reconhecimento que essas pessoas são sujeitos de direitos e que precisam ser atendidas em suas especificidades.
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