terça-feira, 28 de maio de 2019

Narrativas Midiáticas, interesses e o olhar geográfico

O muno poe ser compreendido de diversas formas, cada um de nós ao tentar defender uma opinião ou ponto de vista constroem e organiza os argumentos e forma a convencer o outro do seu posicionamento. A construção desses posicionamentos se dá através de experiencias e marcas individuais e coletivas que partem do lugar que cada um ocupa na sociedade, portanto perpassa as relações de poder, os tensionamentos culturais e as mais diversas disputas. 
A criação dessas narrativas pode se dar de diversas formas, através de múltiplas linguagens (imagens, sons, textos,etc) tanto por indivíduos como por instituições, que se utilizam dos meios que tem disponível como a mídia de massa, que está concentra da mão de poucos mas que visa "manipular" muitos, ou a mídia micro que é viral e dispersiva, muitas vezes contra hegemônica.
O conhecimento geográfico, as espacialidades, o conceitos podem ser (e são) apropriados e utilizados das mais diferentes formas e pelos mais diversos atores e manipulados de modo a atender os interesses de quem os utiliza, o exemplo mais claro disso é o estado que a partir dos seus interesses apresenta dados, situações, propostas e objetivos manipulando as mais diversas linguagens a fim de atingir o seu objetivo, convencer. 
Nessa discurso é impossível ignorar a situação politica atual do nosso pais onde os representantes utilizam mídias sociais para promover os seus objetivos disfarçados de boas intenções, o olhar geográfico entra nesse cenário se associando a conhecimentos das narrativas midiáticas para debater com os alunos e a sociedade quais os "verdadeiros interesses" defendidos pelo Estado Brasileiro.

A idosa Maria Nina Rattes, falecida em novembro de 2018. Foto foi publicada por Bolsonaro no último domingo, 26. Foto: Twitter / Reprodução

Um comentário:

  1. No seminário sobre internacionalização da educação ouvi uma expressão: "torturar os números para que digam o que se quer dizer" - nunca a tinha ouvido dessa forma. E é isso mesmo, a mídia, a pesquisa e todas as formas de expressão sempre encontrarão uma forma de fundamentar, justificar seus interesses e discursos, e isso implica manipular os dados. Obviamente que nenhuma interpretação é desinteressada ou neutra, mas é muito diferente de manipulação intencional.

    ResponderExcluir